domingo, 17 de maio de 2020

Mélancolie

Sinopse: "Mélancolie" é um livro sobre amor em forma de poesias, as quais contam sobre o desenvolvimento de uma flor, dividido em quatro partes da vivência da vida. A autora reúne poesias escritas ao longo de seis anos de sua vida. O objetivo do livro é transformar o olhar do leitor sobre o amor, o conduzindo para o amadurecimento.

Gosta de poesias? Venha conhecer a mais nova obra da poetisa Giovana de Carvalho Florencio. Administradora do Blog O Diário da Poetisa, já tem um romance publicado chamado de O Muro Invisível e poesias publicadas em coletânias da Editora Chiado.  Aprecie essa publicação independente e incentive a literatura nacional por um preço super acessível.

Vendas pelo Hotmart nessa semana, link será postado aqui: 

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Recomeços

Por muto tempo eu me afastei
Perdi-me em mim mesma
Achei que tinha achado um lar
Mas na verdade estava a cair
Às vezes a gente se engana
Com aquela palavra diz que"ama"
Mas a verdade é somos puramente
Sozinhos com Aquele que não mente
Agora se encontra em suas loucuras
Recomeça as aventuras
- Saiba nunca se perder 
E caso aconteça, se encontre
Sua história tu recontes
Poderá saber viver


segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Como publicar um livro independente?

Entre erros e acertos posso dizer que finalmente aprendi sobre como publicar um livro de forma independente. E hoje venho aqui contar do porque fiz essa escolha e o que aprendi nesse caminhar.
1) Porque resolvi publicar de forma independente?
Uma das razões que me levou a optar pela publicação independente é que andava muito insatisfeita com o mercado editorial. Há alguns anos observo uma restrição cada vez mais em relação aos autores iniciantes no Brasil, a publicação patrocinada praticamente se restringe aos que já são populares ou artista. Agora, as editoras médias e menores exigem uma contraprestação mínima inicial que nem sempre agrada o bolso, podendo ser arriscada e com contratos pouco flexíveis. Eu sinceramente respeito o trabalho das editoras, mas atualmente não se enquadrava no meu objetivo final.

2) Passo a passo para publicação independente:
TENHA SEU LIVRO FINALIZADO
Feito é melhor do que perfeito! Um dos melhores conselhos que ouvi na vida, finalize o livro e mande bala no resto. Não, você nunca vai ficar totalmente satisfeito.

FAÇA UMA CORREÇÃO GRAMATICAL, PAGUE UM PROFISSIONAL DE PREFERENCIA
Corrija, corrija, uma, duas, dez vezes se for preciso, e acredite, mesmo depois de tudo isso, você vai achar mais erros! Pague um profissional para te orientar e fazer indicações técnicas, se esse é seu primeiro livro, aceite que você está longe de dominar a língua portuguesa e estrutura literária.

REGISTRE NA EDA E ISBN
Que raios é EDA? Calma, é só o Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional! Não é obrigatório ter o registro para publicar o livro, mas é uma segurança, um documento sério para caso em um remoto caso te roubem a obra. Custa apenas 20 reais, a remessa no correio, a impressão e paciência. O passo a passo pode ser encontrado no site: https://www.bn.gov.br/servicos/direitos-autorais.
E o ISBN é essencial? Sim, caso queira vender comercialmente o livro é essencial, para escritores independentes vai sair mais caro, porque precisará fazer um cadastro editoral (restrito a 30 obras), e taxa sobre a criação de código de barras ou itens que queira que eles façam. O código é como o CPF do livro, só que de valor internacional. Site: http://www.isbn.bn.br/website/conteudo/pagina=6

DIAGRAMAÇÃO
Resultado de imagem para bok2 modelo ficha catalográficaÉ, o trabalho pós escrita é bem mais trabalhoso do que espera, né? Eu entendo plenamente, mas acredite, é o que faz um livro ser um livro. Você precisará estudar a estrutura de livros fazendo comparações e aprender um pouco de word, porém, eu garanto que no fim é muito satisfatório.
Ah, caso queira vender seu livro em sites na internet, não se esqueça de fazer a ficha catalográfica (que é como o perfil literário da obra), você pode pagar para a ISBN fazer ou aprender sozinho no site da UNB (o qual utilizei).

FAÇA SUA CAPA - SIM, PAGUE UM DESIGNER
Entendo como seja tentador utilizar um Canva e economizar um dinheiro, contudo, acredite em mim, a qualidade da capa agrega muito valor a obra. Quantos não compram o livro pela capa? Pague um designer, de preferência que tenha feito outras capas antes.

CRIE UM MARCA-PÁGINA
Hoje em dia existem inúmeras gráficas que fazem marca-páginas super em conta (como a Esquenezi), pode optar por fazer a arte ou pagar para um profissional. O marca-página é um excelente presentinho e agrega valor ao livro.

REVISE DE NOVO- DE PREFERÊNCIA APÓS LEITURA DO LEITOR BETA
Antes da publicação definitiva de o livro para um leitor beta avaliar. Quem o leitor beta? Sabe aquele seu amigo que é ávido leitor, ou aquele conhecido que lê 10 livros por mês (não precisa ser tanto), esse mesmo! Ele te dará uma visão realista da obra, e te prepara para o feedback dos leitores.

FAÇA UM BONECO E ORÇAMENTOS
Prepare seu livro, revise, salve em PDF, e faça orçamentos. Orçamentos e mais orçamentos até saber o que realmente vale a pena.

FAÇA UMA REMESSA DE ACORDO COM SUA DEMANDA
Não ache que vai vender 100 exemplares em um mês, não se endivide por causa disso. Sabe, não vender de cara não significa que você não tem talento, apenas que ainda é um desconhecido, e quem era Beethoven ou Van Gogh quando jovem?

VENDA NO MARKETPLACE
Recomendo altamente para escritores independentes que se cadastrem em plataformas digitais que vendem por demanda, te torna livre para vender no Brasil todo e sem preocupações.

NÃO SURTE! OU SURTE UM POUCO!
Apesar de saber que tudo transcorreu normal, surtei, e ainda estou tensa com tudo isso, afinal, é um lance de fé. Mas tudo bem, vai ficar tudo bem.



sábado, 17 de agosto de 2019

Sobre a Hiper-Sexualização Social


Esse provavelmente é um dos textos mais polêmicos, ou diverso eu diria, que eu já postei nesse blog. Porém, devido à algumas observações que tive nos últimos tempos, alguns até de cunho social, senti a necessidade de trazê-lo a tona. Portanto, começo nosso texto já questionando, você é um ser sexual? O que isso significa?
Não sei quantos de vocês se deram conta, mas o sexo é além de assunto controverso, muito falado.  Onde quer que vá, sempre rola uma piadinha de cunho sexual, e os filmes e as músicas estão inundados de referências. E no caso, se você não se sentir confortável com isso, todo mundo tende a pensar: Hmm... Mal amado...
Porque vamos ser bem realistas, todos já ouvimos aquela brincadeira básica de: é falta de... Ora ora, meu caro, o ser humano, via de regra, é um ser sexual, mas isso não significa nem poderia resumir tudo o que somos e como estamos. Porém, as vezes me questiono se essa hiper-sexualização não significa exatamente uma obrigação. Por vezes penso até que a limitação sexual que preponderou até meados do século XX, transformou-se em liberdade para se subverter em escravidão, uma nova escravidão.
Como esse texto é subjetivo, peço licença para dar minha opinião pura e plena pessoal. Quando entrei na bendita fase chamada puberdade, percebi o nascer das conversar sobre beijo, namoro, ficantes e afins, tudo isto entre pré-adolescentes. Isto é, não que já na infância os adultos não nos perguntassem sobre os namoradinhos e etc, mas acho que não levávamos muito a sério.
Mal me dei conta quando o sexo já se tornara assunto banal para o mundo ao meu redor, mais do que comum. Sinceramente, nunca me importei em abordar sobre o tema, desde que não incidisse sobre a minha esfera pessoal, por óbvio. Então, foi quando me dei conta como os adolescentes tinham curiosidades e sede por saná-la, pois bem, olhando friamente, é isso que leva a maioria de nós a adentrar nas esferas da sexualidade.
Não vejo problema em que o jovem queira adentrar em tal seara. Apenas não acho saudável que tal entrada seja por pressão social sufocada por estigmas, medos ou influência demasiada externa. Sua sexualidade é valiosa demais para que a use sem fundamento, ouvir dos outros o que deve fazer e como, sem filtrar, o que não me parece apropriado. Para o direito, diria que sexualidade é direito indisponível, intransponível e basilar do ser humano.
No mais, tenho minhas próprias considerações sobre pornografia ou dos limites da sexualidade na arte. Porém de fato, não posso esconder a banalização da sexualidade. Sexo: tão controverso, ou algo casto enclausurado em uma bolha e exaltado, ou visto como a salvação dos males do mundo ou ainda como esporte recreativo vendido em revistas e vomitado em indiretas diárias.
Portanto, esse texto de cunho não moralizador, e sim conscientizador, trás o conceito artístico de sexo, como natural. Assim como artista pinta o nu, como o poeta escreve o amor em forma de poesia, sexo não pode ser apenas mais um tabu, nem sexualidade ser apenas teoria. Piada é ser massa de manobra do que impõe a sociedade. Sexualidade não é objeto de normas, mas cada um tem a sua, até o direito de não colocá-la em termos. Se for preciso criar termos como assexualidade, por exemplo, para mostrar e expressar o que se é, que seja. Cada um se sente melhor do eu jeito, e se não te incomoda na razão, para de preocupar quem, como, se, e porque tem ou não desejo. Escolha seu melhor caminho, mas principalmente, use a consciência, respeite seu tempo e contexto.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Privilégio - O que aprendi no Leia Mulheres

Desde o começo do ano comecei a participar de um grupo de leitura chamado de "Leia mulheres", neste lemos livros de vários gêneros e formais, escritos especialmente por mulheres. O projeto caiu como uma luva para mim, afinal meu objetivo esse ano não é ler muitos e muitos livros, mas diversificar minha leitura e dar espaço para as obras femininas. O desejo surgiu quando após ler uma postagem de outro blog parei para analisar minha estante de livros e percebi que majoritariamente eram escritos por homens.
Resultado de imagem para kindred laços de sangue
Nesses últimos meses participando do grupo pude ler diversos livros, desde ficção científica até romance "chick lit", os quais nunca pensava que leria. No último mês em especial lemos a obra "Kindred- Laços de Sangue", na qual observamos de forma latente a desigualdade racial e sexual. A história conta sobre Dana, uma mulher negra, que vive na década de 60 nos Estados Unidos e se vê misteriosamente em uma viagem no tempo para reencontrar seus ancestrais.
O principal da história é o choque de realidade, a protagonista como uma mulher negra no passado sofre grandes dificuldades e começa a compreender como os negros permitiam a subjugação. Na verdade, eles não tinham poder para bater de frente, nem contradizer a sociedade. Octavia E. Butler demonstra no livro que tudo é uma questão de luta de poder, e muito, sobre privilégio.
Resultado de imagem para a mão esquerda da escuridãoO mais curioso é que a situação de privilégio encontra-se presente em outras obras, podendo ser visualizada pela dicotomia sexual, como no livro "A mão esquerda da escuridão". A obra também de ficção científica me impactou por trazer a realidade de um planeta em que os gêneros e sexos eram equiparados, por todos serem assexuados, exceto em período específico do ano. O choque de realidade e a literatura feminina vem para mostrar as desigualdades sociais, e que o feminismo não é "mimimi", mas sim, uma importante reflexão a ser feita. A igualdade de gênero e os privilégios intrínsecos socialmente precisam ser discutidos. 
Gostou da ideia, quer conhecer, procure no Instragram Leia mulheres, cada estado possui seu próprio grupo. Conheça, leia, e principalmente, ajude a quebrar privilégios meramente físicos.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

A felicidade mora em você

Durante alguns anos quando era mais nova me sentia inconformada correndo atrás da felicidade. Você já se sentiu assim? No meu caso, eu tentava entender o que era a felicidade e sua importância em nossas vidas, fazendo pesquisas e lendo várias perspectivas. E imagine só, encontrei um punhado de respostas, inúmeros filósofos e teóricos apresentaram seu próprio ponto de vista. No entanto, nenhum deles parecia chegar de verdade ao cerne da questão.
Epicuro, um dos primeiros filósofos relatados a tratar da situação, apresenta a felicidade como algo a se conquistar, por meio de amigos, moderação dos prazeres e ausência de dor. Ora, acho um tanto quanto difícil afirmar que a felicidade provém da ausência de dor, uma vez que a dor faz parte do nosso dia a dia, e fugir dela seria como fugir da vida.
Ainda, encontrei quem dissesse que a felicidade estaria em um grande amor, ou em grandes amizades, mas me dei conta de que era contraproducente esperar que o outro te fizesse feliz. Hoje após anos, escutei de alguém quem muito amo uma frase que muito me fez refletir: "Amor é sobre compartilhar. Divida suas dores e alegrias comigo que te ajudarei a tornar o fardo mais leve". De fato, soube que o amor conspira a favor da felicidade, só que ele não é a chave para alcançá-la...
Também tentei encontrá-la em ações sociais, de fé ou de carreira, parecia tão nobre e agradável que ela deveria estar lá. Porém, infelizmente percebi que não bastava estar nos lugares e fazer atos louváveis, pelo menos de nada adiantava isso se não estivesse bem emocionalmente. 
E por fim, depois de tudo isso, cansada de procurar, sentei e comecei a ler um livro chamado "O Pequeno Príncipe". Depois que terminei de lê-lo com lágrimas nos olhos, entendi duas grandes lições, nós somos responsáveis pelo que cativamos, e daí vem o valor de servir, amar, e cuidar. Mas principalmente, percebi que o essencial é invisível aos olhos. Aquilo que está dentro de nós, o que somos, o que sonhamos, nossos propósitos e nossos valor compõe o que temos de mais precioso, e quando entendemos e amamos quem somos não precisamos de muito mais. A felicidade não mora ao lado, ela mora em você.

domingo, 31 de março de 2019

A Pessoa Perfeita

Ela era perfeita, uma das pessoas mais inteligentes que conhecia
Era aquela pessoa admirável, de deixar o queixo cair
Quado pensava na pessoa que deseja, sabia quem era
Alguém de quem não iria discordar em nada

Nós basicamente não brigaríamos, pois éramos ideais
Alguém que não me desagradasse, nem eu irritasse
Sem dúvidas, diferenças grandes ou nada dificultoso
Ah, o amor seria muito fácil e pleno

Bem, como seria a pessoa perfeita, não é mesmo?
Uma  pena que a verdade é que ela não existe
Ou melhor, existe sim, sou eu mesma
A pessoa com quem concordo sobre tudo

Oh, estive a me buscar e nunca me achei?
Na verdade é pior, estive a procurar o que sempre tive
Nós dois sempre fomos um, eu sempre me fui
Entendendo pude enfim aprender a amar o imperfeito

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Lady Bird

Lady Bird - A Hora de Voar : Poster
Data de lançamento: 15 de fevereiro de 2018 
Duração: 1h 35min
Direção: Greta Gerwig
Gêneros: Drama, Comédia
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe (Laurie Metcalf). Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto sua hora não chega, no entanto, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a progenitora.

Opinião: Lady Bird é um filme diferente, inegavelmente curioso e divertido, e principalmente, é um filme sobre a natureza do ser humano. Não vou negar, não achei o impacto do filme tão grande quanto poderia ser e particularmente acredito que outros do gênero são mais marcantes, por exemplo, "Boyhood" ou "Call me by your name". No entanto, não posso mentir, nossa Lady tem seu charme.
Uma moça adolescente no início dos anos  passa pela fase de descobertas da vida.  Cercada por tradição, religião e uma mãe 2000 bastante protetora ela quer ser dona de si mesma. Se auto intitula Lady Bird, nome próprio, literalmente próprio. Encontra-se meio a dúvidas acerca do futuro, afinal, para qual Universidade ir? O que é o amor? O que é o prazer? Como é ser o centro das atenções, ao menos um pouco?
A atriz Saoirse Ronan consegue trazer leveza e credibilidade para a personagem, o que basicamente é um dos fatores principais para o sucesso da trama. A personagem da mãe é tátil e verossímil, alguém compreensível e por quem sentimos empatia. Infelizmente, apesar da boa direção e protagonistas fortes os outros personagens não marcam bastante para serem relembrados, visão de quem viu o filme há alguns meses já e lembrou-se esporadicamente com saudosismo. Mas não, não pense que isso desmerece o filme, o protagonismo da relação filha e  mãe, de fato, se mostra ser o pilar central da obra. 
O longa com seu ar de realismo nos busca para mostrar a natureza do cotidiano e  a vida de uma garota comum. O grande destaque é o próprio realismo da obra e a empatia com o roteiro, talvez pela relação da diretora do longa com sua própria vivência. A trama não tem um grande clímax, mas aposta na naturalidade e singularidade que faz relembrar da adolescência com compreensão e saudade. Se foi por isso a indicação ao Óscar? Sim, com certeza. Nem sempre filmes devem ser sobre guerras, grandes romances ou reviravoltas. Às vezes tratar a vida como ela é pode ser a melhor coisa a se fazer. Aqui se trata apenas de ter Empatia, e é exatamente por isso que o recomendo.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

Imagem relacionada
Ano: 2012
Páginas: 216
Idioma: português
Editora: Biblioteca Azul









Sinopse: Imagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se pode dialogar, como se estas fossem de fatos reais.Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente. Sua vida vazia é transformada quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória.
Um clássico de Ray Bradbury, "Fahrenheit 451" é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.

Opinião: Não é de hoje que gosto de distopias. A verdade é que ao ler sobre um possível futuro distópico consigo enxergar melhor a realidade, seja para ver esperança ou os pontos negativos. Foi com esse pensamento que adquiri e conheci a obra Fahrenheit 451, um dos clássicos desse tipo de ficção.
Devo alertá-los desde já que está análise será eminentemente crítica e não focada apenas no enredo e escrita, coisa que a sinopse já fez muito bem. A escrita manteve o suspense necessário, e linearidade precisa, clara e concisa como deveria ser, nada de muito diferente a se enfatizar. O enredo trata de um mundo futuro, é válido lembrar de que foi publicada originalmente em 1953, apesar de não precisar o ano em que se passa  a estória, podemos entender que o presente do livro não é tão diferente do nosso presente. A estória aborda a mudança de percepção de um bombeiro, que queimava livros, para um ávido leitor, e basicamente uma expansão da sua mente e realidade.
Manuel da Costa Pinto, brilhante escritor e crítico brasileiro, apresenta seu ponto de vista no prefácio do livro, o qual indico fortemente ser lido. Logo podemos observar o relato da queima de livros na segunda guerra mundial, como um irônico avanço a queima de pessoas na idade média. O livro é apresentado aqui por sua ambientação similar a atual, com exceção as casas a prova de fogo, o que teria originado o desvirtuamento da profissão dos bombeiros, e da desconsideração da leitura e portanto religião, filosofia, sociologia e literatura,  em face  massificação cultural midiática.
Preocupei-me com a identificação a qual encontrei na obra, diga-se de passagem que não é tão difícil materializar a situação caricata da queima de livros com a falência das livrarias e editoras. A massificação cultural se apresenta fortemente pulsante em toda parte, não há mais que se ler vez que pode-se ler resumos, assistir jornal por vídeo e conversar sobre qualquer bobagem. O interesse de Montag em descobrir o porquê das coisas é coisa de gente peculiar hoje em dia, para que saber o porqu
ê das coisas se podemos apenas tê-las?
Beatty é o personagem o qual faz contraponto com nosso protagonista, chefe dos bombeiros, sabe profundamente acerca dos livros e seus escritores, mas que os considera informações excessivas aos homens. Informação de mais, esse não é o medo de muitos? Não leia Marx, os livros de história corrompem, não leia nada que possa te fazer pensar diferente, não leia nada desse tipo, informação demais pode confundir. Ora se apenas o ato de ler é capaz de mudar pensamentos ele decerto é uma arma, e mais decerto ainda sinal de quem lê e por isso apenas muda é que é fraco de opinião. Será mesmo? Penso que livros são poderosos, porém porque tem suas razões para o serem e creio que todos somos capazes de processar o que lemos. Veja, na história a leitura se tornou apenas mecânica, e quando alguém deseja utilizá-la para pensar, era absurdo, heresia, doutrinação!
Por fim, creio que dois trechos de Ray Bradbury são suficientes para esclarecer sobre o que é a obra, brevemente, eis que cabe a mim transcrevê-los:
-" Nos tempos antes de Cristo, havia uma ave estúpida chamada Fênix que, a cada cem anos, construía uma pira e se consumia em chamas. Deve ter sido prima-irmã do homem. Mas, toda vez que se queimava, ressurgia das cinzas e novamente renascia. E parece que estivemos fazendo e refazendo inúmeras vezes a mesma coisa, só que com uma vantagem que a Fênix nunca teve. Nós sabemos a estupidez que acabamos de cometer."
-" Ficção científica é uma ótima maneira de fingir que você está falando do futuro quando, na realidade, está atacando o passado recente e o presente".

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO!

365 DIAS.
Todo esse tempo se passou e você ainda sente ter muito para fazer? Ou pior, sente que não fez nada e não sabe o que esperar de 2019?
Sabe, nem sempre vamos chegar ao fim do ano com todos os itens da lista cumpridos, nem sempre tudo vai ser como esperamos ou desejamos, e está tudo bem.
Digo por mim, sinto que realizei muitas coisas em 2018, viajei com amigos, comecei a namorar, entrei em um novo projeto de extensão, conclui meu trabalho no outro projeto, realizei ações no Centro Acadêmico e um evento de que muito me orgulho, adotei dois cachorrinhos lindos, estudei e aprendi muito e principalmente superei muitos desafios.
No entanto, não sinto ter lido ou escrito tanto quanto gostaria, e também acho que poderia ter crescido mais na área profissional. Nada extremo, apenas aquele sentimento de poderia ter feito um cadinho mais.
Só que quando parei pensar na realidade do que vivi, entendo o porque de cada coisa ter sido como foi. Na minha perspectiva, algumas coisas não poderiam ter sido diferentes. E eu sei no meu íntimo que fiz o meu melhor.
Por isso que eu gostaria de aproveitar a oportunidade para dizer:  não se culpe! Mesmo que não tenha dado seu melhor em alguns aspectos, observe tudo o que fez e viveu. Seja a melhor versão de si mesmo, seja você mesmo! ESTÁ TUDO BEM, CADA COISA TEM SEU TEMPO!
2019 bate a nossa porta e pergunta o que queremos, queremos colocar metas realistas, sem pressão. Queremos lazer e saúde física e mental. Queremos uma vida que valha a pena!  O que você quer do seu ano novo?
Pense, sonhe e principalmente, faça o que estiver ao seu alcance para conquistar seus objetivos. Sempre com boas intenções e na medida das nossas forças iremos evoluindo pouco a pouco.
Por fim, aproveito o momento, para postar um trabalho que fiz em comemoração aos 5 anos de O DIÁRIO DA POETISA. Não é nada de mais, trata-se apenas da coletânea dos melhores textos dos últimos anos em que pude observar meu crescimento pessoal e na escrita. Tem vontade de ler mais esse ano? Te convido a conhecer meu material, totalmente gratuito e pode ser baixado a seguir, agradeço desde já pela atenção. Espero que te inspire como me inspirou:

https://www.freepdfconvert.com/d/HFYWZ0G6TI/Livro%20O%20Di%C3%A1rio%20da%20Poetisa.pdf?download=inline

domingo, 16 de dezembro de 2018

O Canário Acinzentado

Era uma noite quente e estrelada em que ele não parava de cantar na minha janela. Ele quem, menino? O canário, oras bolas, meu fiel companheiro Caramba! Como eu senti falta daquele cantar! Foi exatamente uma semana na praia o quanto estive longe da casa. Mas para ser bem sincero creio ter sido muito mais. Vocês já sentiram estar tão longe da realidade que é como se apenas seu corpo se encontrasse presente? Eu sim.
Há mais de um ao Pietro nos deixara, como um furacão e uma tempestade. Era uma noite quente e estrelada como aquela, e meu melhor amigo e irmão saíra para comprar chocolate. Se pensas ser chocólatra é que não o conheceu.
Às 21h 45 alguém bateu na porta, três vezes, não estava esperando ninguém. Será que Aline resolvera me fazer uma surpresa? Desci as escadas com um tanto de preguiça e olhei quem era pelo vão da porta. “Pietro?” Gritei embasbacado e rodei a chave.
Ele entrou rapidamente e trancou a porta novamente. Carregada o chocolate em uma mão e com a outra secava a testa. Nunca o vira tão tenso e suado, quiça quando pediu Marisa em namoro. “Está tudo bem?”; logo, perguntei.
-Não! Está vindo uma tempestade! – seus olhos estavam esbugalhados.
-Uma tempestade? Em BH? – dei uma gargalhada
- Sim! Uma tempestade! E você deveria se esconder! Quando olhei em seus olhos mais uma vez percebi que falava a verdade a menos, a sua verdade!
Corri para fechar todas as janelas do recinto. Pietro deixou o chocolate na mesa e foi buscar algo na dispensa. Os cadeados do meu pai! Surpreendi-me, porém, hesitei em questionar. Como um cadeado ajudaria em uma tempestade?
- Suba, feche tudo e se tranque no banheiro!
Obedeci meu irmão mais velho, como sabia ser o certo, ou pelo menos, acreditava ser. Perguntei por ele e recebi um “me obedeça” seco.
Corri para meu banheiro e tranquei a porta. Minha cabeça latejava como um relógio cuco batendo. Um ruído interrompeu meu pensamento, uma porta foi quebrada. Entrei em pânico, simplesmente não conseguia me mover. Um grito estridente ressoou pela cada, era Pietro!
Assim que processei os fatos desci correndo, mas era tarde demais. Pietro estava estirado no tapete, rígido e de olhos esbugalhados. Ao seu lado estava o canário, aquele que acompanharia todas minhas noites de solidão. 

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Gente

A borboleta pousou na rosa branca, seus tons amarelos se destacavam na ausência de cor, que na verdade, é a união de todas as cores. Marina apreciava aquela cena da janela do seu quarto, queria tanto ir lá fora e aproveitar o dia. Mas não, ela não podia.

Já tinha falado trezentas vezes para a mãe que não tinha problema, ela era grandinha, saberia como se cuidar, mas não tinha jeito, dona Élia não deixaria sua princesa sair da sua bola de cristal. Era a mãe mais protetora que se pode imaginar. É, só que Marina entendia o porquê.

Lembrou-se rapidamente de um livro que havia lido há pouco, Estrelas Tortas. Walcyr Carrasco havia a inspirado muito com sua obra. Poucas vezes se sentira tão representada e compreendida. Era como se sempre fosse estranha, diferente, quando na verdade, só queria ser igual.

Considerava-se feliz apesar de suas primas nas festinhas de família olharem com pena. "Coitada, ela nunca vai saber como é brincar conosco". Ah se descobrissem que elas podiam brincar com ela...  Nada custava inseri-la na brincadeira, oras boas!

Inclusão, igualdade, é o que a lei fala, pessoa com deficiência, Marina sabia quem era, uma menina com uma deficiência. Nasceu com as perninhas paradas, e uma mente flutuante. Era cadeirante sim, mas muito mais do que isso, era gente igual a gente.

Não deveria haver porquês de medos, bolhas e impedimentos, a pessoa não é a deficiência! Marina é ela mesma, quem ela quiser!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

BOLSONARO X HADDAD: A que ponto chegamos?

Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, candidatos à Presidência do Brasil nas eleições 2018Eis uma realidade cruel, abrir as redes sociais e ver brigas e mais brigas. O Brasil está polarizado. Mas sabe o que é o pior? O Brasil está polarizado pelo medo!
Alguns com medo de uma piora econômica, da mudança da estrutura social da sociedade e da corrupção. Outros estão com medo de um país extremista, do conservadorismo podar as diferenças socio-culturais e do regresso. O MEDO é o meio que os políticos tem utilizado há pelo menos um século para convencermos a votar neles. Sabe, eles nos tratam como um burro preso ao cabresto, nossas mãos são fantoches para eles, e sangue para nosso próximo.
Infelizmente tenho de dizer que não temos nova política nesse cenário, não, isso é velha política, ao menos no plano da presidência posso afirmar que não há nada novo. Esquerda? Você sabe bem os seus erros, estavam aqui agora há pouco. Direita conservadora? Sim, você sabe o que ela representa, a ditadura não foi há tanto tempo. Podem até fechar seus olhos para não ver, mas não é possível que não enxerguem, isso aqui é o jogo de sempre! E nós? Somos meros brinquedos. Ei, mas seja um brinquedo menos robótico e leia esse texto até o fim, veja os dois lados da moeda e não esmague seu próximo.

Agora, você que é direita, quer saber porque a esquerda tem tanto medo do BOLSONARO? Porque ele representa agressividade às minorias, e isso não há quem negue, seja por ignorância ou por falta de jeito, ele as agride em sua palavras, não uma nem duas, mas várias vezes. Sabe, e não sou eu falando, são os fatos, os depoimentos e falas infelizes. E algumas mentiras também, afinal, pra quem não sabe, "kit gay" era farsa, não acredita? Leia nos links em anexo!
"Mas Giovana, é apenas porque ele é tradicional!" Não meu caro, ser tradicional não deve significar ser repressor nem debochado. Se o mundo fosse invertido, e você homem ouvisse uma piada de que você foi uma "fraquejada" iria achar legal? Se você vivesse em um mundo oposto em que a maioria fosse homossexual e tirassem sarro da sua cara dizendo que você merece apanhar, acharia bom?
Eu sei, parece longe demais da realidade, só que pra muitas pessoas não é. Quem já sofreu algum bullying na vida sabe como é, repressão, ainda que psicológica, deixa marcas para a vida toda. Algumas pessoas, muitas na verdade, tem medo de terem seus direitos podados, de não poderem se beijar mais, se falar, se expressar, viverem com DIGNIDADE. E o medo meus caros, para essas pessoas, não é maior que o antipetismo.
Há muito tempo o ESTADO, um ser forte e imponente, surgiu na face da terra. Era ABSOLUTO monárquico e despótico, era um lugar sem direitos, onde a educação era privilégio e todos eram dominados pela aristocracia. 
Com o passar do tempo ele foi crescendo e amadurecendo, lutou bravas revoluções para chegar a puberdade, era LIBERAL, como querem hoje, direitos, liberdades e propriedade, mas naquele tempo não era para todos. Pois é, o Estado cresceu e se tornou um adulto, maduro, ou pelo menos devia ser... Era SOCIAL, direito igual para todos, e algumas diferenças para equilibrar outras diferenças, o Estado de Aristóteles, igualdade geométrica, distribuição proporcional. Mas ele falhou...
O Estado agora está se tornando um velho raquítico que não sabe para onde correr, Absolutismo? liberalismo? Os dois lados são regresso. A Brandeira do gigante está rasgada, ele acordou, mas não foi por um beijo de amor, e sim de ódio.


Esquerda também não é solução? Não bastasse a Guerra Fria, tudo parece estar se repetindo no mundo, aqueles que não conhecem a história estão Fadados a repeti-la. Quantas vezes não ouviu sobre ela? Quantas, meu Deus? Ouviu, mas não escutou! A "res" (coisa em latim) é pública, não privada, a ganância destroncou nossos dedos e só conseguimos nos sujar cada vez mais de sangue. 

O seu medo é de que sua família não seja como você imagina, os valores estão perdidos! Mas que valores? Que valores? Será mesmo que o mundo mudou tanto e não vi? Ou sempre foi assim, e agora graças aos direitos, as pessoas tem parado de se esconder e precisar serem hipócritas para se adequar.
A maioria tem medo, pois a minoria junto é grande, mas me diga, em nenhum aspecto nunca foi minoria? Em nenhum momento se sentiu repreendido? 
Sabe, o medo político é de se compreender, a economia tem estado em colapso, ano após ano, e que houve roubo, pra mim é fato incontestável. Quem roubou ou não, não vem em questão, porém, bandido não merece o poder, é claro.
Agora o pior de verdade é ver sempre o mesmo durante 20 anos, olhar para países do oriente médio e sentir que vivemos algo não tão diferente. Mas você sabe quem é o culpado? NÓS! O Brasil chegou onde chegou graças ao brasileiro.


Um livro recente que estive lendo sobre empreendedorismo falava que os dois maiores problemas do Brasil é a educação e a fome. Afinal, você consegue estudar com fome? E sabe, a fome reduziu nesses últimos 20 anos, mas a educação piorou. Durante a ditadura e como muitos esperam desse governo liberal é que melhore a educação. MAS DO QUE ADIANTA UM SEM O OUTRO, MEU DEUS? Desde que sou criança que enxergo o erro, basilar, claro, límpido e ignorado. Pão e circo? Não! Segregacionismo também não!


E agora, Giovana? Estamos numa sinuca de bico, a que ponto chegamos? Chegamos no fundo do poço, onde pessoas se veem obrigadas a votar por medo de apanharem e pessoas votam por medo da pobreza. No entanto, eu sou otimista demais para acreditar que tudo está perdido!

VOTE EM QUEM ACHAR MELHOR, REFLITA BEM NO QUE FALEI, MAS FAÇA MAIS, AJA! Agir como?

A nossa Constituição chamada de cidadã previu que esse dia chegaria, a democracia estaria em risco e a sociedade em conflito, por isso criou vários mecanismos que me fazem crer que ainda que qualquer um dos dois ganhe ainda teremos como nos salvar:

-CLÁUSULAS PÉTREAS: Para leigos, basicamente se trata de partes da constituição, tal como a formação da república e os direitos básicos das pessoas são irrevogáveis, não há lei, presidente, nem ninguém que possa derrubá-los, e devemos estar vigilante para qualquer ofensa a eles. No direito tem N mecanismos de defesas quando eles são feridos, ainda mais se diretamente ou por leis abusivas.
-Leis de iniciativas populares: A internet hoje abriu portas para propormos leis, isso mesmo, do cidadão. Nós podemos tomar iniciativa e obrigar nossos governantes a trabalhar para nós!
- Direito a protestar: Sempre, sempre, sempre temos o direto de protestar, se acharem ruim, façamos como Gandhi, resistência sem violência, greve e outros meios.
- Parar de acreditar em tudo que a mídia nos vomita: Procure se informar, estudar e entender a realidade, é bem reconfortante quando se descobre a imensidão de notícias ruins que são FAKE NEWS.
- Pare de reclamar e mude: Chega de pequenas corrupções! Trabalho, empreendedorismo e empatia são coisas que mudam o mundo. Falar mal dos outros não ajuda ninguém.

Por hoje é isso, comentários ofensivos serão denunciados, no mais estou sempre aberta ao diálogo.

Links úteis:
http://www.e-farsas.com/o-livro-aparelho-sexual-e-cia-faz-parte-do-kit-gay-distribuido-pelo-mec.html
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45595033
https://www12.senado.leg.br/ecidadania/principalideia

domingo, 16 de setembro de 2018

EMPRESA JÚNIOR + ENEJ + OURO PRETO

Cerca de duas semanas atrás fiz uma viagem para a bela cidade de Ouro Preto, na qual participei de um evento chamado "ENEJ - Encontro Nacional das Empresas Juniores". 
Empresa Júnior, o que é isso? Uma Empresa Júnior é uma empresa gerida por universitários. Isso mesmo, os estudantes, com orientação de seus professores, desenvolvem projetos para atender ao mercado e desenvolver o empreendedorismo. 
Mas desde quando existe isso? O Movimento Empresa Júnior surgiu em 1967 na França e chegou ao Brasil no ano de 1988, onde encontrou solo fértil para geminar essa ideia. E desde então já foram fundadas mais de 6.000 empresas juniores por todo o país.
Bacana, Giovana! Porém, e como você foi parar nesse evento? Bem, eu fui para o evento pois faço parte de uma Empresa Júnior! No mês de março de 2017 participei do processo seletivo da VERUS- Consultoria Jurídica, e logo assumi uma posição de liderança, primeiramente como Coordenadora de Qualidade e depois como Diretora de Projetos. Então, no mês de junho desse ano deixei meu cargo para me tornar Conselheira e focar em outras áreas da vida, mas claro, de forma que ainda posso acompanhar o crescimento da empresa de perto e auxiliar sempre que possível.

O que aprendi no MEJ: Vocês devem estar se perguntando em que me acrescentou esse tempo dentro do movimento e da empresa, não é mesmo? Pois então, condensei meu aprendizado em cinco tópicos sucintos:

1) ME EXPRESSAR: Sempre fui uma pessoa tímida, apesar de tagarela quando entre amigos e bastante expressiva. A minha dificuldade era utilizar o potencial que eu tinha e equilibrar a timidez com meu crescimento profissional. Como potencial concurseira nunca me preocupei realmente com a necessidade de falar, mas tinha medo de que se precisasse advogar ou vender minhas obras literárias boca a boca eu travaria. 
Sim, algumas vezes quando eu ficava muito tensa, hoje acontece em baixa escala, eu simplesmente não conseguia falar. O medo de chegar nas pessoas, de dizer o que penso, de publicar meus trabalhos era muito forte. E estar em uma Empresa Júnior te obriga a lidar com outras pessoas e se desafiar, entrei completamente receosa e saí vendendo projetos. Acredita que na viagem estava vendendo meu livro e já contatei alguns profissionais para desenvolve-lo só pela desenvoltura que desenvolvi?

2)A VER A ESPERANÇA NOS OUTROS: Sou uma sonhadora nata como toda poetisa, porém, parte minha estava bem desencantada com a sociedade. Por vezes olho para a situação social, política e econômica do país e tenho vontade de sair correndo. Como pode haver tantas pessoas corruptas, pessimistas ao extremo e conformadas!
O empreendedorismo vai na contramão de tudo isso, é sobre acreditar. É mais, é sobre lutar por um país melhor, mais democrático, mais empreendedor e mais honesto. Os valores do MEJ e das pessoas que nele estão, porque sim, há um processo seletivo para participar do movimento, é maravilhoso. A sinergia de ver tanta gente com esperança nos faz ter esperança também!

3) A NÃO DESISTIR: Quantas milhares de vezes eu pensei em desistir? Tantos foram os dias que olhei no espelho e simplesmente não queria mais, não queria mais fazer tanta coisa ao mesmo tempo, não queria mais ser escritora, me perguntava se valia a pena sonhar tanto pelo concurso que almejo... 
E sabe, na Empresa Júnior também, várias vezes eu olhei para as metas, para o desafios e achei que não seria capaz. Mas a força do sonho e da perseverança me fez enxergar que não vale a pena desistir, o esforço compensa, ainda que gradualmente. Afinal, como diz o ditado "Roma não se construiu em um só dia".

4)VALORIZE AS PESSOAS AO SEU REDOR: A coisa mais bacana que vi na Empresa Júnior foi a variedade de pessoas e a função de cada uma delas. Mapeando os tipos de personalidade percebemos quão diferente as pessoas são e como elas funcionam, no dia a dia e nos trabalhos percebia claramente essa diferença. Observando isso aprendi a valorizar todos os tipos de personalidade e a amar a cada dia mais as pessoas em suas diferenças.
Encontrei muita gente bacana dentro do MEJ e mais ainda, me encantei ao ver que existem funções para todas as pessoas como elas são. Devo fazer um pequeno adendo e mencionar que foi dentro da Empresa Júnior que encontrei meu namorado, pois é, MEJ também é amor, haha.

5)FAÇA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO!  Sim, faça planos, metas e objetivos claros para que possa tornar seus sonhos reais. Sonhar é maravilhoso. Realizar é melhor ainda. Sempre gostei de criar metas, mas nunca foram tão claras como agora. Hoje aplico planejamento estratégico em praticamente todas as áreas da minha vida. Se trata basicamente de se organizar, ser pé no chão e realizar. Seja um idealista pragmático!

E POR FIM, SOBRE O EVENTO:
O ENEJ foi um evento super diferente, conheci pessoas dos mais diversos estados do país, tinha gente do Brasil inteiro! Pude me sentir integrada com meu país e ver como apesar de diversos, ainda somos uma nação. Assisti palestras sobre representatividade nas lideranças e sobre o protagonismo feminino e consolidar meu pensamento sobre a força do exemplo. Desenvolvi um plano para salvar uma empresa e se destacar na concorrência, e foi quando descobri que dentro de mim mora um ser muito criativo. E claro, pude contemplar histórias de empreendedores que fazem do seu negócio um ambiente confortável e sustentável, como o Rony Meisler.
Fora isso, tivemos momentos para falar sobre a Brasil Júnior, representante de todas as empresas do país, sobre as conquistas das empresas e alcance no país. E sinceramente, é de admirar como universitários podem impactar o mundo, e mais ainda de saber que serão profissionais da área em pouco tempo e poderão ser pessoas relevantes. Basicamente o evento foi sobre isso, seja uma pessoa relevante!
E para os curiosos, eu passei um pouco pela cidade também, que tinha uma gastronomia típica mineira deliciosa e muitos museus. Pude visitar o Museu da Arte Sacra, o Museu dos Inconfidentes, o centro cultural na praça de Tiradentes e a Casa dos Contos. Ouro Preto é uma cidade pitoresca, tombada pela ONU faz parecer que voltamos no tempo, nos encantar e sair com beleza no olhar! Amei a experiencia e compartilho minhas impressões para te incentivar a também vivenciar algo tão maravilhoso, viaje, seja empreendedor, seja criativo, mas acima de tudo, seja você, porque você tem muito a contribuir.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Aos teus olhos - Crítica


Aos Teus Olhos : Poster
Data de lançamento: 12 de abril de 2018 
Gênero: Drama
Nacionalidade: Brasil
Tempo de duração: 1h 30min
Direção: Carolina Jabor

Sinopse: Rubens (Daniel de Oliveira) é um professor de natação carismático e extrovertido, que dá aulas para pré-adolescentes em um clube. Querido por todos devido ao seu jeito brincalhão e parceiro, ele se vê em apuros quando um de seus alunos, Alex (Luís Felipe Melo), diz à mãe que o professor lhe deu um beijo na boca no vestiário. Alegando inocência, Rubens é acusado pelos pais da criança e passa a ter que lidar com um verdadeiro linchamento virtual, que tem início através de mensagens de WhatsApp e explode de vez quando chega ao Facebook.

Opção: O filme começa com tensão, a música complementa a trama, uma criança indo ao campeonato de natação. O afeto da mesma para seu professor de natação e o conflito familiar parecem criar um ambiente perigoso. É então, após uma derrota no campeonato, que ocorre o fato central da trama: o pai do menino aprece no clube atordoado. O professor teria beijado seu filho. 
A falta de provas, a situação controvertida e a ausência de depoimento do menor despertam um sentimento absurdo de incerteza e de uma possível injustiça. Como que sem provas, todos poderiam incriminar socialmente e nas redes sociais ( que é o instrumento de acusação mais perigoso no longa) o possível abusador? O filme relembra casos reais como o Caso da Escola Base, em que todos profissionais de uma escola tiveram sua vida destruída por uma denúncia falsa de uma mãe desesperada e uma criança com imaginação fértil.
Na trama em questão, a preocupação e a insinuação das pessoas de que uma possível homossexualidade do professor poderia justificar ou ser a causa do alegado fato é de se preocupar. Justificar? Como se justifica um abuso infantil? E mais, como a homossexualidade  seria a causa para tal? Vários pontos controvertidos são levantados e vemos algo que se trata mais do que justiça, é uma de vingança pessoal.
Assistir "Aos teus olhos" é exatamente uma análise pessoal do fato, tal qual em Dom Casmurro, vemos um caso unilateral e temos de interpretar por nós mesmos. No caso em tela, trata-se ainda de um julgamento prévio, quantas vezes julgamos as pessoas sem sequer saber dos fatos na sua totalidade ou ouvi-las. Digo mais, quanto ainda falta para que as crianças sejam ouvidas e entendidas de modo a evitar falsas verdade? Veja o longa, reflita e tire suas próprias conclusões.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Fantasia

Vestida de mulher, num corpo de magia
Recheada de doce de leite, chamado ambrosia
Ela é mais do que aparência e de espectros
Ela é uma espécime rara de flor africana
Pensamento de um senhor trépido
É aquela comida íbero-australiana

No fundo ela é um pouco de fantasia
Do que pensava, ouvia, escrevia e lia
É o jabuti frente a raposa lépido
É aquela espécia rara de ave americana
É uma roupa cara paga no crédito
Ela é tudo, mulher viva e que ama

quarta-feira, 4 de julho de 2018

O Papel da Parede Amarelo - Charlotte Perkins Gilman

O Papel de Parede AmareloAno: 2006 
Páginas: 112
Idioma: português 
Editora: José Olympio

Sinopse: Uma mulher fragilizada emocionalmente é internada, pelo próprio marido, em uma espécie de retiro terapêutico em um quarto revestido por um obscuro e assustador papel de parede amarelo. Por anos, desde a sua publicação, o livro foi considerado um assustador conto de terror, com diversas adaptações para o cinema, a última em 2012. No entanto, devido a trajetória da autora e a novas releitura, é hoje considerado um relato pungente sobre o processo de enlouquecimento de uma mulher devido à maneira infantilizada e machista com que era tratada pela família e pela sociedade

Opinião: Está tudo bem, está tudo bem, essas três palavras parecem permear forçosamente o início da trama. Uma mulher que entende ser amada por seu marido e não importa o quando ele a isole, cabe a ela entender que está tudo bem, ao menos é o que seu esposo médico lhe diz. Em época que a mulher pensar era visto como doença e que momentos de raiva chamados de histeria, nada mais normal.
O viés de terror, na verdade, nada mais é do que as dificuldades da realidade expostas pelo psicológico de uma mulher oprimida. A metáfora do papel de parede é essencial para elucidar a sensação de estar presa. A sensação ruim traga pelo mesmo reflete tão somente o estado emocional da protagonista.

Um livro simples,breve e denso. Escrito há mais de cem anos, esse conto trás a realidade de como a mulher era e por  vezes ainda é, sufocada seja pela sociedade ou pela sua própria família. Não perca a oportunidade de ler e entender esse breve e reflexivo livro!

domingo, 17 de junho de 2018

O príncipe encantado virou um chato

Rita Lee já falava a realidade de quando se cresce e amadurece "quem sabe o príncipe virou um chato que vive dando no meu saco...". Pois é, virou mesmo. Virou porque na verdade, é um saco esperar por aquilo que não existe...Mas vamos por partes.
Ah não, Giovana, não venha me dizer que sofreu uma desilusão amorosa e resolver criticar todos os homens do mundo? Não, moi chéri(e), eu apenas venho desfazer esse véu que encobre a realidade. Quando sabemos de algo tão importante, nos cabe compartilhar.
Agora, sabe porque o príncipe encantado virou um chato? Porque ele é uma ilusão. Um cara que quase não erra (o que por si só é surreal), é bem de vida, super descolado, apaixonado, super-maduro, talentoso, bonito e estabilizado... um cara que basicamente não existe. Mas se existisse, certamente que seria dominador, porque a sociedade o ensinou que todos devem amar os homens bonzinhos e com tantas qualidades.
O príncipe encantado seria um babaca também, diga-se de passagem. Ele se acha o bonzão. Está praticamente pagando para estar com você, afinal ele é o cara que sempre passa o cartão. Revira os olhos sempre que discorda dele e pede pra você ser boazinha. O príncipe encantado fica bravo quando você não dá o que ele quer (e você sabe do que estou falando). Afinal, ele te ama, como você pode negá-lo?. O príncipe encantado é um machista mascarado de amor da sua vida.
Os conceitos de príncipe encantado embutidos em séries, filmes, sociedade e livros, dizem que ele tem que ser tudo aquilo e ainda te amar verdadeiramente. Mas me diga com sinceridade, se ele for 'tudo isso', ele não será tão encantador, não é? No fim das contas não é bem o príncipe encantado que se quer, mas uma pessoa honesta com seus defeitos, humilde, dedicado e que a respeite, no mais o resto é bônus. Agora se vocês encontrarem um homem com tudo que vocês esperam não se impeçam de amar, mas aceite que ele não é um príncipe encantado, e isso é muito bom.


quinta-feira, 31 de maio de 2018

Cade meu chá de Rivotril?

Calma, não estou viciada em medicamento não, no entanto, admito, essa tem sido uma das minhas preocupações sociais. As válvulas de escape aparentemente medicinais que na verdade tem destruído com a saúde de seus usuários. Usuários, isso não parece o nome com que chamam quem faz uso de drogas recreativas? Ora ora, veja se medicamentos não são drogas? Drogas não recreativas é claro, mas ainda sim, drogas. Aqui não viemos para apoiar a criminalização das drogas nem taxar as pessoas de viciadas, porém, para levantar uma importante questão social.
Já parou para observar o quanto se tem tornado comum o uso de antidepressivos, calmantes, soníferos ou outros remédios com fim psiquiátricos e comportamentais? Não é vergonha nenhuma precisar de ajuda, não é vergonha estar mal, não mesmo. No entanto, não me parece saudável exaltar medicamentos tarja preta ou fortes visando alterar nosso estado psicológico cerebral. Por que você diz isso, Giovana? Certamente nunca passou por um período difícil psicologicamente..., né? Ledo engano, já passei por períodos turbulentos, de ansiedade, conturbação mental e insonia. E sabe de uma coisa? Está tudo bem! 
De fato, o nosso século é o século da depressão, ansiedade, e outras questões psicológicas, várias pesquisas indicam isso. Mas talvez nosso século seja muito patologizador, sim, quero dizer exatamente o que você acabou de ler. Como assim, o que quer dizer com isso? Quero dizer que estamos sempre nos taxando de anormal, de doentes, de ansiosos e de possuídos de 500 transtornos diferentes. Isso pode ter um lado maravilhoso, que é o da aceitação, de finalmente entender quem você é e porque é assim. Mas também pode nos aprisionar no paradoxo da eterna incompreensão (já falei disso algumas vezes aqui no blog), e todos estamos sujeitos a isso.
A minha preocupação é como estamos lidando com nossas dificuldades, será que temos nos aceitado e parado de nos taxar de estranhos, quando somos apenas singulares? Ou na verdade estamos nos enclausurando mais ainda dentro de nossas bolhas e tentado nos drogas para conseguir conviver em sociedade? Ninguém é obrigado a ser o que não é, ao menos não deveria, e muito menos obrigado a alterar seu estado mental por causa disso. Porque não trocar a o Rivotril, a Sentralina e a Fluxetina por terapia, chás, acompanhamento médico adequado (NUNCA SE AUTOMEDIQUE, PRINCIPALMENTE EM RELAÇÃO A QUESTÕES PSICOLÓGICAS), yoga, esportes, artes, música e hobbies em geral. 
Deixe as drogas e a famigerada, porém essencial, alopatia para quando realmente necessário, prescrito por médicos e para algo temporário. Os médicos mais humanistas que tive o prazer de ouvir entendem que os tratamentos muitas vezes não levam a cura, mas ainda assim não devem levar a escravização. O tratamento muitas vezes é para a vida toda, de fato, contudo, não se deixe estagnar no patamar das dificuldades, não aceite uma vida controlada por produtos químicos, uma vida controlando seu cérebro... 

*Os farmacêuticos, médicos, psicólogos, terapeutas e todos profissionais da saúde que pensem diferente são convidados a expor sua visão especializada, e debater o domínio que a alopatia de medicamentos psiquiátricos parece ter criado nas pessoas.

Mais informações em:
https://www.vladman.net/blog/diferen%C3%A7as-entre-sertralina-fluoxetina-e-paroxetina

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Eu Não Sou Um Homem Fácil

Je Ne Suis Pas Un Homme Facile : PosterDuração 1h 38min
Direção: 
Gênero Comédia
Nacionalidade França


Trailer:



Opinião:


Je Ne Suis Pas Un Homme Facile : Foto Vincent Elbaz
Uma comédia em que os papéis são invertidos, mostrando todo sexismo que há no mundo. Damien, o clássico macho alfa acorda em um mundo invertido. Nesse mundo, se apaixona por uma escritora famosa e dominadora, Alexandra. Mas não, não é o romance que ganha a trama, mas as nuances da história, pura, crua e simples.

"Eu não sou uma mulher fácil, é uma frase a qual estamos acostumados a escutar". Uma mulher que não cede a cantadas, é forte, crítica, é um tanto quanto difícil não é mesmo. Em nossa realidade é muito raro que homens recebam cantadas invasivas ou até mesmo sejam chamados de difíceis, até porque, convenhamos, a maior parte do tempo são eles que escolhem quem e o quê desejam. Agora imagine só se o mundo inteiro se invertesse e por alguns dias os homens passassem por tudo que passamos. Será que tudo é realmente uma questão biológica?
O impacto da função social de gênero no caso em tela é explícito e mais ainda, real. Não me recordo de sequer uma cena que tenha sido absurda ou desmedida. Nesse mundo paralelo, as mulheres fazem tudo que os homens fazem, seja para bem ou para mal. Inverter os papéis é de suma importância para apontar os pontos negativos de ambos lados. Mais ainda, para fazer entender os abusos explícitos por parte da nossa sociedade patriarcal.

Agora quanto a técnica, como um bom filme francês, a critica restou impecável, os atores foram excelentes, do mesmo modo figurino e cenário, os quais nos fazem imersos a esse "novo mundo". Tudo de modo a dar melhor aproveitamento ao texto e crítica. Não há que se dizer em feminismo radical ou nada do tipo, apenas em verdade nua e crua. Se ainda não assistiu, abra sua mente e não perca tempo, recomende a todos amigos também, aposto que vão dar boas risadas e pensar bastante.