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quinta-feira, 29 de junho de 2017

O que os olhos não vêem, coração não sente


Resultado de imagem para cegueiraJá faz tempo que não abordo sobre política ou situações de mazelas sociais, mas isso é por uma razão. Em parte, pelo que acredito ser o mesmo motivo de grande parte da população, estamos saturados de ver e viver injustiças e conflitos. E quanto mais saturados ficamos mais ignoramos a realidade para viver em nosso próprio mundo. E isso é muito triste.
Se tornou tortuoso assistir o jornal e perceber uma tragédia atrás da outra. Se você pensa que no Brasil a situação está ruim, e realmente está, imagine no resto do mundo. O Estado Islâmico não deixou de existir, a Síria continua em conflito, os refugiados de guerra continuam em situação precária, o infanticídio ainda não cessou na China, nem a mutilação genital na África, inclusive o trabalho escravo ou análogo a escravidão ainda existe no Brasil e pelo mundo. Nós apenas tentamos 'ignorar' para sobrevivermos e não enlouquecer.
No entanto uma, reflexão pessoal e coletiva é sobre não nos isolarmos. Nem deixar que o conforto ou a estabilidade alcançada nos tire da realidade. O mundo é mais do que direita e esquerda, ocidente ou oriente, ou exatas e humanas. Não é porque não vemos as mazelas, ou porque só ouvimos falar delas na mídia que estas não existam.
O que os olhos não veem, coração não sente? Talvez o ditado fale a verdade, precisamos olhar além para compreender. Aceitar nossas impossibilidades, sem nos conformarmos. Eu não sou Mahatma Gandhi nem Nelson Mandela, sou o que sou, e com isso posso influenciar o mundo. Afinal, esse texto é também para mim, Como disse o meu caro Saramago em sua obra Ensaio Sobre a Cegueira, "Se queres ser cego, sê-los-ás."

sábado, 14 de janeiro de 2017

A Eterna Incompreensão de Viver

Uma das analogias contidas no livro "O Mundo de Sofia" é sobre o Coelho da Cartola. Esse é o universo que vivemos. Como explicar o aparecimento e saída do Coelho da Cartola? É uma das indagações que temos na vida.  Nascemos na pontinha dos pelos com a capacidade de nos maravilhar e refletir sobre o mundo, mas com o tempo vamos escorregando para a base da pelagem aonde mal podemos ver o que há além. Confortáveis demais para ousar subir de novo. Mas pensando, refletindo, filosofando podemos escalar lentamente até  a pontinha dos pelos, para enfim poder ver um pouco do mundo. Pois é, assim como somos incapazes de ver o mundo em sua completude e tudo que podemos ver é com muito esforço, também somos incapazes de ver outras pessoas em tudo que são.
Alguma vez alguém me disse que você poderia viver com uma pessoa a sua vida toda e nunca conhecê-la realmente. Pois bem, a meu ver, somos seres eternamente incompreendidos. E não, isso não é papo de adolescente, apenas é a mais fatídica realidade. do existir. Apesar desse discurso parecer meio niilista ou deprimente, quero informar que entender isso foi o grande triunfo na minha vida pessoal, e já lhe explicarei o porquê.
Quando somos crianças sentimos constantemente a necessidade de nos fazer compreendidos, tal questão leva a sérias crises na adolescência. Digo isso por uma perspectiva particular de observação do mundo que me cerca. Aliás, quem é que no fundo não quer se sentir compreendido pelo mundo? Ninguém gosta de se sentir rejeitado, renegado, ser debochado ou ignorado. "All You Need Is Love" - Já diziam os Beatles.
Mas a questão é bem mais profunda do que aparenta. Não é como se o problema fosse seu pai, sua mãe, seus amigos, seu cachorro, periquito ou papagaio. O xis da questão está no fato de que mesmo com os vários tipos de linguagens, somos incapazes de expressar tudo o que sentimos. É por isso que tentamos nos fazer entendidos de todas as maneiras possíveis, através da dança, música, artes plásticas, escrita, gestos e atitudes. Parece-me que algo no nosso âmago nos impele a nos relacionarmos com o mundo. Porém, muitas das vezes sequer somos capazes de nos comunicarmos conosco mesmo. 
Não parece curioso a preocupação tão incidente sobre a inteligência intrapessoal abordada pelos materiais de autoajuda? Reflita comigo um pouco: sequer somos capazes de nos enxergar por fora como somos, o que vemos sempre são reflexos e rascunhos de nós mesmos, quiça conheceríamos todo nosso interior. Menos provável ainda é que entendamos tudo que passa pela cabeça dos outros!
Estamos fadados a essa eterna incompreensão de viver. Nunca sabemos tudo sobre nós mesmos, nenhuma pessoa saberá sobre nós e no final das contas não somos tão previsíveis assim. 
Saber disso nos ajuda a ser mais empáticos com os outros, porque eles tem dificuldades e são gente como a gente. Também nos faz cobrar menos de nós mesmos, para nos aceitarmos como somos, sabe, como diz o ditado "A beleza está nos olhos de quem vê." Aquele aparente defeitinho seu pode ser o que mais agrada a outra pessoa. No fim das contas, sermos eternamente incompreendidos pode ser bastante fascinante, mais do que aterrorizador. Porém, assumo, ainda estou aprendendo a me maravilhar mais do que me assustar.

terça-feira, 15 de março de 2016

Resenha -Como eu era antes de você

"Como eu era antes de você" é daqueles livros que eu já tinha lido algumas resenhas e colocado na minha lista de desejo. Mas foi definitivamente quando saiu o trailer do filme que eu decidi ler por vez e passar até na frente dos outros ( sorry, livros na lista de espera). Fiquei meio chateada em como não tinha lido antes, porque diga-se de passagem: esse livro é de virar seu mundo de cabeça para baixo.
Como Eu Era Antes de Você

Ano: 2013 

Editora: Intrínseca

Páginas: 320
Sinopse: "Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.

Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. 
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado."


Sobre o livro: A priori parecia que o mundo que o título se referia a vida de Will, o brilhante protagonista. Will é uma pessoa bastante peculiar, não só pela sua condição física (tetraplegia), mas pela sua personalidade sempre ácida e sarcástica. Lou é a protagonista dinâmica, agitada e colorida- literalmente, pelas suas roupas, ela tem roupas bem diferentes.
A meu ver o grande choque entre os personagens é a mentalidade, diferença maior até do que a condição física. Will é um cara viajado, aventureiro, estudado e sonhador- e o acidente põe fim a tudo isso. Enquanto Lou é uma garota com vida parada, trabalhando no mesmo lugar há 7 anos, um namoro morno de anos também e nenhuma aspiração. Quando desempregada acaba por aceitar o emprego de cuidadora.
Com um começo arredio, os dois se aproximam e acabam por se tornar amigos. O relacionamento dos deles flui a uma coisa linda que transforma  a vida de Louisa. Mas há um segredo que a família de Will- e acima de tudo, o próprio WIll- carrega que será capaz de mudar tudo. 

Minhas considerações finais: Esse livro mexeu comigo, vibrei, me emocionei e refleti. Não é um drama qualquer, é drama, romance, comédia e várias lições. Se você quer um livro de qualidade, bem escrito, com uma excelente escritora e uma história tocante, está mais do que intimado para ler esse livro ( e ir no cinema depois, se quiser, haha)!

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

How to Get Away with Murder

Ok, eu admito, nunca fui fã de séries, joguem pedras se quiserem. Porém, agora tenho conhecido o universo das séries ( o que as férias não fazem com a gente...) e visto o quão interessante estas podem ser.
1- Podem nos levar a reflexão
2- Criamos afeição pelos personagens
3- Nos tornamos um pouco mais compreensivos com as pessoas ( porque vemos suas várias faces)
4- As séries retratam um pouquinho da realidade
Sei que cada pessoa possui um gosto próprio para séries, algumas preferem as comédias, séries de ação- e de super-heróis, outras de drama. Não tenho nada contra nenhum dessas temáticas, apenas possuo minhas preferências para o drama. Enfim, sem mais lenga-lenga, estou aqui para falar da minha queridinha- How to get away with murder.
As razões pela qual estou in love* com essa série são claras, ela retrata as pessoas como são - nem más nem boas- tem uma dose boa de drama e suspense, contém flashbacks ( que eu amo) e trata sobre direito! Portanto, recomendo ela para vocês ( e ainda está na segunda temporada!). Segue a sinopse:

Sinopse e detalhes de " How To Get Away With Murder"

How to Get Away with Murder segue a vida pessoal e profissional de Annalise Keating, uma professora de Direito Penal da fictícia Universidade de Middleton, na Filadélfia, uma das mais prestigiadas Escolas de Advocacia na América. Uma advogada de defesa, Annalise seleciona um grupo dos seus melhores alunos em sua turma da universidade para trabalhar em seu escritório. São eles: Connor Walsh, Michaela Pratt, Asher Millstone, Laurel Castillo e Wes Gibbins.
Em sua vida pessoal, Annalise vive com seu marido Sam Keating, um renomado psicólogo, mas também vive um relacionamento às escondidas com Nate Lahey, um detetive local. Quando sua vida pessoal e profissional começar a entrar em colapso, Annalise e seus alunos se verão envolvidos, involuntariamente, em uma trama de assassinato.


 
Criado por: Peter Nowalk -2014
Produtores: Shonda Rhimes, Betsy Beers, Peter Nowalk
País: EUA 
Gênero: Drama, Suspense
Status: Em produção
Duração: 42 minutos


*Apaixonada, encantada, amando














sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

'Mamãe, onde posso mamar?"

A princípio essa postagem não estava no meu cronograma, mas depois de me interessar por esse fato tomei-o como essencial. Observei vários conhecidos postando coisas referentes ao aleitamento materno. 
Antes de dar  a minha opinião sobre o caso vamos aos fatos. A preocupação da maioria era que o aleitamento materno fosse proibido em ambientes públicos/coletivo. Não sei ao certo quando começou o problema, mas provavelmente foi após o "mamaço" realizado em São Paulo. Boatos na internet repercutiram falando que seria proibido, quando na verdade a legislação tem se encaminhado para o caminho oposto. A verdade é que esse boato começou no México, e então se espalhou.
Concordo que nosso país e o povo é cheio de hipocrisias, mas é claro, devemos compreender nossa diversidade cultural. Muitas pessoas aplaudem o carnaval e veem corpos expostos com naturalidades, porém outras ainda são tradicionais e mal concordam com o aleitamento. A questão é sempre valorizar o respeito mútuo.
A lei ( de São Paulo- SP) diz na verdade que é proibido proibir. Sendo que os espaços terão de proporcionar o direito da mãe amamentar. Acho interessante a destinação de um espaço específico, porque quem já passou pela situação sabe como a mulher pode se sentir exposta, sabemos da natureza humana, sabemos da higiene necessária e claro do incomodo que dar de mamar pode causar. Então basicamente não é tão simples como fazem parecer. Se é necessário dar de mamar em um ambiente público, bem, se você realmente não se incomoda e acha que não vai incomodar ninguém, ótimo. Se for preciso e não se sentir bem, use uma toalhinha. Assim as coisas se tornam simples, com bom senso e empatia.
Enfim, vamos tomar mais cuidado com as informações que rodam a internet, nos informar e refletir, não simplesmente engolir as "verdades". Todos precisamos fazer bom uso dos nossos direitos e deveres para tornar o Brasil melhor, não adianta querermos criticar nossos representantes ou o país num todo por tudo. Afinal, os nossos representantes nada mais são do que o próprio reflexo do povo. "Mamãe, onde posso mamar?' Onde for melhor, seja na rua, em casa ou numa sala!
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/10/lei-que-multa-quem-proibir-mae-de-amamentar-em-publico-entra-em-vigor.html
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/04/haddad-aprova-lei-para-multar-quem-impedir-amamentacao-em-publico.html
http://www.e-farsas.com/lei-proibe-mulheres-de-amamentar-em-publico.html

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Meus feitos


Nessa semana, estava em  uma palestra, quando a preletora  jogou uma estranha questão: Qual o seu maior feito? O que te levou a ele?
Depois de muito pensar conclui que dois fatos da minha vida profissional são os meus melhores feitos, seja pelo esforço que exigiram ou pelas consequências geradas. Primeiro, a conclusão do meu querido livro "O Sol do Meu Universo"( que tento lançar). E por fim, e mais recente, a aprovação no ENEM. Porque eles são meus maiores feitos? Ambos demandaram esforço, estudo, tempo, pesquisas e dedicação. E ambos foram gratificantes, o livro me elevou a um patamar novo de escrita e me deu expectativa de seu lançamento e leitura( foi o primeiro livro que alguém leu). E a aprovação me trouxe uma gratificação pessoal e milhares de oportunidades futuras.
E então, o que me levou a elas? Definitivamente o que me levou a essas conquistas foram meus sonhos e planos. Às vezes as nossas realizações diárias parecem tão pequenas meio a um mundão de possibilidade, mas uma a uma constroem um todo. Desde meu sonho em fazer direito lá no sexto ano até agora foram várias realizações e metas. Precisava aprender português, fui lá e fiz. Precisava desenvolver o hábito da leitura, fui lá e fiz. Precisava desenvolver meu bom senso... E por aí, vai. Coisas simples e muitas vezes mentais vão formando a estrada da nossa vida. Se não colocamos os blocos no lugar que desejamos, nunca chegaremos ao fim do caminho almejado. Imagine querer chegar à oeste e ir para leste, ou rodar em círculos, ou ficar estagnado no tempo... Algumas coisas fogem ao nosso controle, o que é natural.
Acho interessante como a fase de construção é justo a adolescência, que por sinal é a fase mais complicada da vida. Mil e uma ideias pulsam em nossa cabeça, muitos vivem seus primeiros amores, amizades, inimizades e todo aquele enrosco. Só que se não soubermos o que realmente queremos, ao fim das contos, vamos ficar perdidos. Por isso, digo que FOCO é o que me levou a minhas conquistas. Cada página escrita, cada livro lido, cada hora estudada, cada segundo de lazer, tudo, tudinho é importante. Mas acima de tudo, para ser o que queremos é preciso lutar. Não sonhe baixo, não. Sonho alto, voe!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Uma ano de Charlie

Discordar, mas respeitar

As muitas revoluções que existiram, tal como a Francesa, o surgimento da sociologia e de vários teóricos foram passos decisivos para uma das maiores conquistas do homem moderno: a liberdade de expressão. Expor a sua opinião e inclusive criticar é um direito conquistado em muitos países. No entanto, será que existe algum limite para essa liberdade?
Recentemente, o país de uma das mais famosas revoluções serviu de palco para o atentado ao jornal Charlie Hebdo (e posteriormente os ataques de Novembro em Paris). Pelo que sabemos, os assassinos  decidiram se vingar dos insultos dos cartunistas à religião. Ambos os lados tiveram sua parcela de culpa, matar é crime, mas desrespeitar a opinião- no caso a religião- do próximo também não é certo.
No Brasil, a conquista da liberdade de expressão é recente. Durante a ditadura militar, a população foi reprimida e impedida de mostrar o seu ponto de vista. Quem se opunha a isso, podia ser preso, deportado ou até morto. Dessa forma, é possível perceber como atentados à livre expressão ocorreram e ainda ocorrem por toda parte. Hoje vivemos em um estado laico e democrático, o que não significa que podemos ofender o outro, independentemente de qual lado da situação nos encontremos. Afinal, a ofensa e o deboche ferem as pessoas e podem ter consequências catastróficas.
Para conviver em sociedade é preciso de um limite. Porque todos somos diferentes e possuímos as mais diversas opiniões, as quais merecem respeito. Este que nada mais é do que o bom senso ao expor sua visão. Ou seja, é possível discordar sem ofender, até porque a liberdade não nos isenta das consequências. Assim como as nossas crenças não devem ferir ninguém. Há uma linha muito tênue entre a civilidade e a barbárie, esta corda pode ser rompida quando entramos no espaço alheio. Acima de tudo é vital a participação do indivíduo no bom uso da liberdade, até porque, direitos e deveres são uma via de mão dupla.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Sobre os livros de 2015


Melhores do ano: "Infinito"-Alyson Noel, "Terra de Histórias( O Feitiço do Desejo)"-Chris Colfer, "Quem é Voce, Alasca?"-John Green ( Foi difícil escolher!)
Autor do ano: Rick Riordan
Na estante( não terminei): "A História" & "O Livro da Filosofia"
Personagem favorito: Liesel( "A Menina que Roubava Livros") & Magnus Chase
Melhor ficção: "Magnus Chase e A Espada de Verão"- Rick Riordan
Terminei rápido: "Perdido Sem Você"- Lycia Barros
Demorei para ler: "The Forger"- Robert O'Neil & "A Menina que Roubava Livros"- Markus Zusak
Chorei: "O Momento Mágico"- Jeffrey Zaslow
Ri: "Percy Jackson & Os Deuses Gregos"-Rick Riordan
Personagens com quem me identifiquei: Magnus Chase & Liesel
Livro físico mais bonito: "Terra de Histórias"- Chris Colfer
Melhor final: "Infinito"- Alyson Noel
Pior final: "The Pearl"- John Steinbeck
Surpreendente: "Encarnação"- José de Alencar
Decepcionante: "O Médico e o Monstro"- R.L. Stevenson( Mas isso porque eu estava com altas expectativas...)
Casal favorito: "Dante e Angelina" ( Perdido Sem Você) & "Damen e Ever" (Série "Os imortais")
Maior lição: "A Menina que roubava livros"- Markus Zusak
Inspirador: "O Código da Inteligência"- Augusto Cury
Fofo: "Adormecida"- Paula Pimenta &"Pollyanna Moça"- Eleanor H. Porter
Reli: "O Maior Vendedor do Mundo"- O.G. Mandino & " Voce é insubstituível"-Augusto Cury
Lendo: "As Crônicas de Nárnia"- C.S. Lewis  (1/7 %) e "O Livro do Bem"- Ariane freitas e Jessica Grecco

sábado, 12 de dezembro de 2015

Quem inventou a perfeição?

Antes de tudo é essencial entender o que é perfeição. Segundo o dicionário pode ser: "Qualidade da alma e do corpo." ou "O grau de excelência, bondade ou beleza a que pode chegar alguma coisa." ou "Ato de aperfeiçoar alguma coisa.".
São três conceitos consideravelmente diferentes e pode se dizer que estão longe do que perpetua no imaginário popular. A maioria das pessoas quando pensa em perfeição pensa em uma excelência suprema. Talvez por influência da ideia de perfeição Grega que muito paira no Ocidente. Mas veja bem, o que é perfeito? A natureza é o conceito mais concreto que existe de perfeição, pois tudo nela se auto-rege de forma magnífica e bela.
Nós pessoas não somos perfeitas, não somos estátuas gregas, não somos deuses nem super-heróis. Na verdade somos animais feito de redemoinhos de pensamentos, isso é o que nos torna fascinantes. O funcionamento do nosso corpo, nossa mente, é tudo tão brilhante. Porque raios deve haver um padrão do belo, cada um tem um gosto e isso é ótimo! 
Mas tudo isso para voltar à pergunta título: “Quem inventou a perfeição?". Esse alguém somos eu e você, nós é que inventamos o perfeito. Esse é um conceito muito pessoal, pra cada um de nós existe uma ideia de ápice, ideia que aliás deveríamos sempre confrontar. Mas a sociedade tenta taxar o que precisamos ser ou fazer, tipo com aquelas listinhas de coisas que você tem que fazer, você não tem que fazer coisa nenhuma. É natural gostarmos de algo e dizer: "Você deveria-poderia fazer isso." Agora, abaixo a ditadura do você tem que.
Somos seres humanos e devemos entender que o padrão da perfeição é inalcançável, e enquanto não nos descobrirmos e nos questionarmos, continuaremos na ditadura da perfeição. Buscar ser seu melhor é incrível, mas devemos fazer isso não por um padrão ou obrigação, mas por consciência. Defeitos foram feitos para nos desafiar e assim podermos ser cada dia indivíduos mais compreensíveis e importantes no mundo. Enquanto encararmos os problemas, falhas ou defeitos como opostos a ideia de perfeição estaremos estagnados e presos numa realidade entediante e irreal.
"Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugna-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito."

- Fernando Pessoa



sábado, 21 de novembro de 2015

Sensibilidade

Eu ainda estava incerta sobre o que postar essa semana no blog, mas acabei por decidir um assunto o qual seria insensibilidade da minha parte não comentar nada. Bem, na verdade, já publiquei sobre no Instagram, porém ainda há muito a ser falado. A situação atual do mundo incomoda em vários sentidos, os ataques em Paris, os terremos, o tornado no México, a tragédia em Mariana e os muitos outros problemas não tão evidenciados.
Sentir segundo o dicionário Aurélio está relacionado com sensibilidade, conhecer e compreender. E é essa a grande magia da internacionalização do conhecimento, é claro, que muitas pessoas ainda não possuem essa acessibilidade, mas devemos observar o progresso já feito. Quanto mais conhecemos as realidades mais podemos nos sensibilizar sobre a humanidade.
A primeira coisa que precisamos entender é que não é a primeira vez a qual ocorrem tragédias desse tipo, basta lembrar um pouquinho do que estudamos da escola, como as Cruzadas. A questão religiosa causa contrações sociais há muito tempo. Mas talvez o que falte ao mundo, seja olhar para história e ver os ocorridos para não repetir os mesmos erros.
Outra coisa na qual reparei foram as agitações nas redes sociais, eu mesma resolvi me manifestar, o que de fato é positivo, porque torna as pessoas parte do mundo. O único problema é às vezes a superficialidade das próprias pessoas e não do movimento, porque existe uma diferença entre sentir, fazer algo ou apenas se sensibilizar. Todos esses têm importância, mas seria mais positivo que fossemos mais engajados socialmente em geral, não só às vezes, e não usássemos as redes sociais apenas para criticar ou gerar mais atritos.
Gosto muito de pensar que com o conhecimento é como se as redomas de vidro fossem quebradas e nos tornássemos parte do mundo e por isso, participantes dos problemas sociais. Entretanto, ainda não somos homogêneos. Muitos não tem acesso a informação, e esse é o real problema, dar a opinião na internet e participar de alguma ação online demonstrando sensibilidade não é errado de forma alguma. O errado é querermos julgar os outros ou algo sem ter discernimento da dimensão da situação.

Portanto, na minha opinião é maravilhoso ver a humanidade sensibilizada, e sinto tristeza de ver os horrores dessa mesma humanidade. E por isso é que tento fazer algo na minha vida e na vida dos que me cercam para tornar o mundo um lugar melhor. Se pudermos doar, vamos, se pudermos fazer algo pelos outros países, vamos, se pudermos nos sensibilizar, vamos! Sejamos humanos! Afinal, como já dizia o poeta (Drummond) “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo!”.

"Sejamos o mundo! Vamos nos comover por toda humanidade, pelas guerras civis, por Paris, por Mariana e por todos males que nos afligem e venham a nos afligir! Sejamos um todo, sejamos humanos! 
Be the world! Let's go pray for all humanity, for all the civil wars, for Paris, for Mariana(BR) and for all dangers that scare us and can scare us ! Be the all, be human! 
#jesuisparis #wearetheworld #holdon #humanidade#prayforparis"

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Criar os filhos para nós ou para o mundo?


Não, eu não vou criar um filho para mim mesma. E não, eu não vou criar um filho para o mundo. Não? Mas ué, você é doida! Vai criar um filho para quem então?
Não sou mentirosa ao ponto de dizer que não vou criar um filho para mim mesma, porque querendo ou não, você ama aquela criaturinha, ela tem um pouquinho de você. Você olha, ela te reflete, então de certa forma vai querer protegê-la para ter um pouquinho para você.
Não sou mentirosa ao ponto de dizer que vou criar meu filho totalmente par ao mundo. Sabe, se eu quisesse um filho que não fosse nadinha meu ou nem um pouquinho para mim era melhor nem tê-lo.
Mas para mim não. É claro que ele tem que ele tem que saber conviver em sociedade e ser bem ser humano. E é por isso que ele precisa ser um pouquinho do mundo. 
Mas na verdade, eu quero um filho que seja criado para ele mesmo. Pra ele se autodescobrir, se olhar no espelho e ter uma identidade, fazer a diferença no mundo, mas que ao mesmo tempo ele pegue as características boas minhas. E que ele reflita minhas características e escolha as que ele quer ou não quer. Que saiba dar carinho e saiba amar seus pais, pois assim ele vai aprender sobre o amor verdadeiro. Eu quero também que ele seja meu amigo, mas também quero que ele saiba olhar para o mundo e refletir, escolher entre o bom e o mau. Saber escolher a melhor caminha a seguir, saber analisar, criticar, ser ser humano, mas acima de tudo: ter humanidade. Eu quero um indivíduo que tenha autoconhecimento, saiba o que é e tenha as próprias escolhas.
Quero um ser humano que um dia vá andar de bicicleta e eu lhe aconselhe a não fazer algo e lhe diga: "Escolha, você pode fazer isso, eu não vou te proibir. Mas espero e desejo que você não faça, pois eu te amo, porque se fizer, pode se machucar. Mas você tem direito de fazer!"
E se ele fizer e vier a cair, vou lhe explicar porque aquilo não lhe faz bem. Porém se ele me obedecer, vou saber que ele me ama (assim como me ama se desobedecer, apesar de ser teimoso) e que acreditou nas minhas palavras. E poderá aprender sem ter de sofrer, e se for preciso sofrer, aprenderá por si só. Mas se ele me desobedecer e não acontecer nada? Direi-lhe que foi um jogo de sorte, e se algo vier a acontecer quero que ele saiba que lhe avisei desde o princípio. Isso ser jogar na cara, apenas deixando sua consciência rodopiar.
Sempre lhe aconselharei qual caminho tomar. Porque um pai é aquele que ama acima de tudo (sangue, diferenças de pensamento, crenças...) , ao ponto de deixar seu filho escolher seus caminhos, mesmo que lhe doa vê-lo sofrer se for o caso. Eles vão deixar, mas vão instruí-lo: "Por favor, não faça isso! Você vai se machucar!" .
Não é uma palavra dura de ser ouvida ou dita, porém às vezes é necessária. Outras vezes será preciso dizer sim, quando ele for embora, para longe de debaixo de suas asas. "Sim, meu filho, vá! Siga seu caminho!"
Porque a gente não cria um filho apenas, criamos seres humanos. Seres que precisam de humanidade, amor, discernimento acima de tudo. Um ser humano que não seja movido apenas por impulsos ou reações, mas que reflita e quando tratar-se de um impulso, saberá que aquilo que ele fez é o que colherá. E o que ele for é simplesmente o que é!
Giovana de Carvalho Florencio


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Dia Nacional do Livro

Hoje é um dia muito especial, o Dia Nacional do Livro! Como assídua leitora e escritora, não posso deixar de enfatizar os benefícios tragos pelos livros ao mundo. O livro é uma ferramenta para conhecimento, digo até compreensão, como saberíamos de Ilíada, Romeu e Julieta, os sonetos de Camões, Dom Quixote, Anna Karenina ou Guerra e Paz de Tolstói, Os Miseráveis ou O corcunda de Notre Dame de Victor Hugo, Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas, os heterônimos de Fernando Pessoa, como conheceríamos Alice no País das Maravilhas sem eles?
Livros são formadores de cultura, eles podem ser armas poderosas no mundo. Nossos registros, saberes, sonhos, imaginações são registrados em palavras e em livros. A impressora de Gutenberg serviu como instrumento fundamental para disseminar esses objetos tão fantásticos que hoje podemos ler em qualquer lugar. Os livros digitais também são interessantes, porque barateiam o produto e reduzem distâncias. Mas ainda assim, nada como um livro físico, nada como o prazer de tocá-lo, ver aquela capa linda e colecionar seus preferidos.  
E hoje como dia nacional dessas belezuras te pergunto sobre a literatura brasileira, você gosta? A nossa literatura já foi muito vista como elitizada, porém agora qualquer um pode ler e se deliciar com nossos autores nacionais e nossa cultura. Não importa se é Machado de Assis, ou Paula Pimenta, ou Clarisse Lispector ou Oswald de Andrade, leitura é leitura! E você, qual livro gosta?

*OBS.: Em 29/10/1810 foi fundada a Biblioteca Nacional após a transferência da Família Real ao Brasil.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

E agora?

https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQGdTpK0yjS7Og_KrwCZDDkQLqoSbmhUrmyaXBL1gwrCx-meGbFEsse ano inteiro passei estudando para o Enem e no último mês quase abandonei o Blog (menos no Instagram) em prol desse objetivo maior. Agora o Enem passou e todos que fizeram vão ter que esperar o resultado até Janeiro, sem choro, nem vela.
O que eu achei sobre a prova? A prova fez jus as minhas expectativas, mais difícil do que os anos anteriores, mas nada absurdo. O tema da redação estava de acordo com o estilo do Enem, social e algo de conhecimento geral (até porque a prova é nacional, não é mesmo?). Acho que poderia ter tido até menos polêmica sobre a prova, porque essa dramalhão que fazem todo ano já está ficando sem graça. Ok, formigas no microondas não é tão cotidiano, mas nada anormal. E sinceramente pra falar desse tema não precisa polemizar sobre feminismo ( já toquei nesse assunto outro dia), violência contra a mulher é um dos problemas mundiais e nacional e deve ser resolvido, pronto. O mais importante nessa prova não é decorar apenas teorias ou fórmulas, mesmo que o teor da prova esteja se tornando mais conteudista, mas ser engajado na vida e nos problemas sociais. Debochem o quanto quiserem, sabemos que a prova é do governo, mas ela é feita por professores e acima de tudo profissionais, então o mínimo que se espera é que ela dialogue com sua função "Um ensaio para vida". 
Sobre meu desempenho? Sei que me dediquei e fiz o que tinha de ter feito, admito que poeria ter feito melhor, mas é normal pensarmos assim. Creio que o fruto que colhemos vem diretamente do que plantamos. E mesmo na incerteza sobre a nota da redação, até lá, estou ciente de que apenas a prova da vida é capaz de avaliar minha preocupação social e engajamento. 
E o Blog? Volta a ativa! Estou cheia de ideias, sobre assuntos diversos, resenhas e muito mais! Preciso realmente de incentivo, quem puder divulgar serei imensamente grata. Tenho muito amor pelas palavras e apesar de saber que não sou nenhum Machado de Assis, gostaria muito de que as pessoas conhecessem o que eu escrevo.
Por enquanto é isso! Espero que todos tenham ido bem no Enem, viu? Um grande abraço!